quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Mundo Mundo Vasto Mundo

Abro de novo as portas do mundo.
Mundo cão.
Cachorro vadio, sem dono.
Bicho perdido entre pernas que passam apressadas,
correndo atrás de grandes ou pequenas ilusões.

Eu, perdida em mim,
de tantas ilusões que crio e destruo,
corro atrás do vento,
querendo que me leve daqui

Para algum lugar onde o sol nasça sem pressa
E se ponha devagar.

domingo, 18 de outubro de 2009

Quem pode dizer onde fica a curva do tempo?

Vida feita e desfeita em perguntas, questões, anseios, medos.
O silêncio da mente rompido por enxurradas de divagações.
Perco-me em mim mesma, mas retorno, após um ou outro telefonema.
A vida segue seu fluxo contínuo e entrecortado.
Passos, tropeços, descompassos, marcha tropeira, galope.

Quem pode dizer onde fica a curva do tempo?

Momento de pausa

Suspiro

Sopros

! ! !

quinta-feira, 19 de março de 2009

Fugidia

Saio as pressas, em silêncio, ainda querendo falar ouvir sentir tocar.
Você não respondeu a pergunta que não fiz (e como poderia?!)

Mal olhei em seus olhos, mas apenas por poucos segundos vislumbro o universo que por mais exposto que estejas, tu, ideias, pensamentos, o nu de teu corpo virado do avesso em crostas e crostas de material humano acumulado e talvez ressecado em sentimentos sobre tua pele macia que tem cheiro de homem, escondes.

Universo.

Ilusões Paixões Desejos
Desapego
Apego da pele, toque, contato, calor, carência, ausência.
Sinto falta de teus braços. Jõao, Joaquim, José, Antônio, Pedro, Paulo... São Tanto(s) braços e abraços e beijos e suspiros e saudades.
Emaranhado de estórias intermináveis, teias de aranhas, armadilhas do que um dia foi destino, desatino. Hoje sei que sou.
Além de mim, o vazio à espera que me invadas, invade. universo de possibilidades, de vidas, de felicidades. persistência do delírio da fé. confiança exagerada em um Deus qualquer (divindade ou delírio?)
Nunca sairemos da dicotomia
Entre Eu e tu
Duas vidas, dois universos

Será que ainda chove?